Elevando a voz das mulheres na construção civil. A construção civil é um dos setores mais importantes da economia brasileira, porém, ainda é marcada por desigualdades devido à falta de participação feminina. Neste artigo, vamos abordar como a ampliação da participação das mulheres na construção civil pode contribuir para erradicar essas desigualdades e aproveitar todo o seu potencial.
Experiência Profissional de Mulheres na Construção Civil
Falta pouco, para a voz das mulheres se tornarem mais ouvidas no meio, mas ainda há alguma resistência nesse quesito. O universo da construção civil ainda é muito machista. Percebemos que apesar de já fazer algum tempo que as mulheres permeiam esse universo, observamos que no início essa penetração foi mais fraca porque a ocupação se deu mais na esfera superior, ou seja, as mulheres que chegaram foi mais nos cargos da administração das obras, o que foi muito bom, pelo fato de já chegar nos cargos com mais relevância dentro das construções. Foi o início ideal, já que a oferta maior de vagas nesse nicho se dá nas esferas mais abaixo.
| Mulher | Carreira | Tempo na Área |
|---|---|---|
| Márcia Cristina Santos da Silva | Mestre de Obras | 12 anos |
| Liege Lacerda | Especialista em Pintura de Obra | 8 anos |
Elevando a voz das mulheres na construção civil: o que falta para igualdade de gênero?
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) mostram que a voz das mulheres estão sendo mais propagadas e, desde 2007, o número de vagas ocupadas por mulheres na construção civil cresceu 120%. Porém, ainda há muito a ser feito para aumentar a presença feminina no setor. Esta é a discussão tratada no relatório “A presença feminina na construção civil”.

Histórias de pioneiras
O relatório sobre a voz das mulheres, começa com a história de Márcia Cristina Santos da Silva, que trabalhou por mais de 12 anos na área e foi a primeira mestre de obras mulher do Brasil. Ela destaca que busca constantemente o aperfeiçoamento na área e que o caminho é este para quem deseja seguir essa carreira: qualificação.
Outra pioneira citada é Liege Lacerda, que trabalha há 8 anos na construção civil, sendo especialista em pintura de obra. Ela conta que teve o marido como inspiração para entrar na profissão e que sempre procurou cursos do Seconci-Rio para se qualificar.
Preconceito com a voz das mulheres dentro das obras
Ambas relataram ter sofrido preconceito dentro de casa e no trabalho. Márcia Cristina destaca que optou pela sua carreira e deixou o casamento de lado e, felizmente com a voz das mulheres dentro desse mercado, quase totalmente masculino, o preconceito diminuiu bastante no trabalho. Ela dá um recado para as mulheres: lutem pelo que querem e imponham respeito com respeito. Como está sendo mostrado aqui, esse preconceito começa dentro de casa, pois nós homens precisamos apoiar e acreditar nas mulheres que nos cercam, com respeito e consideração, pois o mercado já absorveu e é inaceitável quelquer falta de respeito a essa mão de obra tão acertiva do ponto de vista técnico.
Lei Estadual Nº 7.875/2018
Uma lei recente pode estimular o crescimento da presença feminina na construção civil: a Lei Estadual nº 7.875, de 2018, determinou a reserva de 5% das vagas de emprego na área da construção pública do Rio de Janeiro para pessoas do sexo feminino.
Quais são os dados do IBGE sobre o crescimento da presença voz das mulheres na construção civil?
De 2007 a 2018, o número de vagas ocupadas por mulheres cresceu 120%.
Quais foram as histórias citadas no relatório?
Foram discutidas as histórias de duas mulheres pioneiras neste setor – Márcia Cristina Santos da Silva e Liege Lacerda – bem como o preconceito vivido por elas.
Qual é a Lei Estadual sobre reserva de vagas para mulheres?
A Lei Estadual nº 7.875, de 2018, estabeleceu a reserva de 5% das vagas de emprego na área da construção pública do Rio de Janeiro para pessoas do sexo feminino. E assim a voz das mulheres conseguiu seu espaço com toda dignidade merecida.
